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Prefeitura já conseguiu resolver sérios problemas de sua estrutura administrativa

Prefeitura já conseguiu resolver sérios problemas de sua estrutura administrativa

A Prefeitura de Itabira, por meio da secretaria municipal de Administração (SMA), fez um diagnóstico sobre a situação encontrada na pasta, no início de janeiro deste ano. Além da falta de combustível, de vale-transporte para os servidores municipais, de manutenção nas 116 impressoras do paço municipal, da interrupção dos serviços de telefonia móvel corporativa e das férias vencidas dos servidores em dezembro do ano passado – tudo decorrente de falta de pagamento – esses problemas foram solucionados na primeira semana do ano, por meio de negociações dos valores não quitados.

Achamos a secretaria muito desestruturada e desorganizada, eu diria bagunçada mesmo”, afirmou Deoclécio Mafra, secretário da SMA. Reflexo disso, são os serviços parados que ainda aguardam pagamento para acontecer. A Prefeitura conta hoje (13/02) com 45 veículos estacionados, no paço municipal, aguardando manutenção, troca de óleo e pequenos reparos. “Encontramos 35 carros parados porque não tinha contrato com oficinas para manter e fazer os pequenos reparos como, por exemplo, troca de óleo, correia arrebentada, cinta de freio etc. Dois desses veículos, com pouco mais de 25 mil quilômetros rodados, nem são ligados para não fundirem os motores, pois o óleo virou uma graxa. Outros dez veículos, comprados no final do governo passado, perderam a garantia por falta da manutenção obrigatória”, ressaltou o secretário que, já entrou em contato com diversas oficinas mecânicas para uma pré-licitação. “Semana que vem já iniciaremos os reparos desses carros e 21 serão consertados imediatamente. O serviço deve ficar em torno de R$ 9,6 mil”.

O aparelho de ar condicionado do prédio da Prefeitura de Itabira não funciona há aproximadamente seis meses. Segundo Deoclécio Mafra, “o maior problema encontrado, devido ao imenso calor de janeiro”, disse. Durante os meses de transição para a nova gestão do executivo municipal, a atual equipe de governo foi informada que seria necessário trocar todo o equipamento. “Nos passaram que o aparelho é muito velho e não tem peça. Segundo eles, (gestão anterior) para resolver teríamos que gastar quase cinco milhões de reais”, revelou o secretário. No entanto, Deoclécio Mafra afirmou que três técnicos – dois de Belo Horizonte e um de João Monlevade – analisaram a situação e o conserto foi orçado em cerca de R$ 76 mil. “Inclusive, estamos licitando o conserto do ar condicionado hoje”, ressaltou.

Regimento interno

De acordo com o secretário Deoclécio, entre os dias 27 e 30 de dezembro do ano passado, vários documentos foram expedidos para o setor de Recursos Humanos (RH) no intuito de beneficiar os servidores que deixariam os cargos comissionados antes do novo governo. “Várias autorizações foram assinadas para a superintendência de pessoal, deliberando coisas para os servidores, coisas até ilegais para favorecer os cargos que estavam saindo. Como o RH não fez, em janeiro, quando tomei conhecimento e verifiquei que não era legal, paralisei”, explicou Deoclécio Mafra.

Outro fato que contribuiu para desorganizar ainda mais a Prefeitura, foi o processo de mudança do sistema da folha de pagamento pela Caixa Econômica Federal – banco conveniado ao município para pagamento dos servidores – que começou em novembro de 2016 e, a gestão anterior, decidiu que a adequação da Prefeitura ao novo sistema começaria apenas em janeiro deste ano. “Conseguimos elaborar a folha de pagamento de janeiro a tempo de pagar no quinto dia útil, mas foi muito trabalhoso porque todo o início de ano temos que mudar vários dados. A Caixa estava mudando o sistema desde novembro e era para a Prefeitura já estar adaptada, mas o governo anterior não quis”, lamentou Deoclécio.

Perguntado sobre quando o funcionamento interno da Prefeitura se normalizará, o secretário acredita que no máximo em três meses. “A nossa secretaria é muito grande e dinâmica. Nós temos todas as compras da prefeitura, todos os contratos, toda a informática, recursos humanos, todo o transporte e aqui as coisas acontecem muito rápido. Eu acredito que dentro de três meses estamos com tudo normal, em pleno funcionamento”, finalizou Deoclécio Mafra.

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