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Educação inclusiva – Em busca de reestruturação do Cemae, comitiva visita Centro de Referência à Educação Inclusiva em Betim

Educação inclusiva – Em busca de reestruturação do Cemae, comitiva visita Centro de Referência à Educação Inclusiva em Betim

A Prefeitura de Itabira, por meio de uma comitiva da Secretaria Municipal de Educação (SME), visitou o Centro de Referência e Apoio à Educação Inclusiva (Craei), em Betim. O objetivo foi conhecer o trabalho realizado pela instituição, além de trocar experiências e informações técnicas para reestruturar o Centro Municipal de Apoio Educacional (Cemae) de Itabira.

O Craei foi criado em 1994 para atender alunos deficientes, com transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades, matriculados nas escolas públicas de Betim (cidade considerada pelo Ministério da Educação município pólo da Educação Inclusiva, oferecendo assessoria para 77 cidades de Minas Gerais). Atualmente, 1209 alunos frequentam o local e as 25 Salas de Recursos Multifuncionais. Eles são atendidos por uma equipe multidisciplinar, formada por professores, pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outros.

De acordo com a superintendente Técnico-Pedagógico da Prefeitura de Itabira, Giovanna Magalhães de Andrade Duarte, quando o Cemae foi criado em 1996, com objetivos similares aos do Craei, possuía sede própria para acolher os alunos. A falta de estrutura adequada para atendimento prejudica o atendimento aos alunos da rede municipal de ensino de Itabira.

Desde sua criação, o Cemae passou por diversas reformulações até que, no final do ano passado, foi fechado. Ao assumir a SME, José Gonçalves nos pediu uma proposta de reestruturação do programa. Assim, conhecemos o Craei, uma entidade respeitada em todo país pelo trabalho realizado na educação inclusiva. Com a visita, percebemos que nossa ideia de reestruturação coincide perfeitamente com o funcionamento do Craei: um prédio criado exclusivamente para atender alunos com alguma necessidade especial. É essa estrutura que queremos para Itabira”, explicou.

Hoje em dia, 200 alunos são atendidos pelo Ceame com os seguintes diagnósticos: Síndrome de Asperger, Deficiência Intelectual, Deficiência Física, Deficiência Auditiva, Autismo Infantil, Deficiência Múltipla, Visão Subnormal, Surdez, Altas Habilidades/ Superdotação e Cegueira. Com a falta de local adequado para trabalhar, os alunos estão sem atendimento especializado.

Como não temos espaço, a equipe técnica (dois especialistas, um terapeuta ocupacional, duas assistentes sociais, quatro fonoaudiólogas e nove psicólogas) está indo para as escolas para auxiliar os professores. Temos que atender essas crianças de maneira adequada e especializada. Por isso, a urgência nessa reestruturação. Planejamos conseguir ainda neste ano. Já estamos em busca de uma casa para o funcionamento do Ceame”, ressaltou Giovanna Duarte.

Em tempo

O Centro Municipal de Apoio Educacional (Cemae) coordena os serviços de Educação Especial na rede municipal de ensino, dando suporte e apoio às escolas no processo de inclusão de alunos com ou sem deficiência, atuando dentro do espaço escolar junto a alunos, familiares e profissionais da educação.

O campo de atuação contempla o acompanhamento ao Atendimento Educacional especializado em salas de recursos multifuncionais do município e o acompanhamento aos serviços de suporte oferecidos aos alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, tais como capacitação e orientação à equipe escolar e professores de apoio.

A equipe atua ainda no favorecimento da Educação Inclusiva para alunos que não apresentam diagnóstico de deficiência, promovendo diversas ações dentro do espaço escolar.

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