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Prefeitura de Itabira reúne funcionários da Secretaria de Saúde para novas diretrizes contra a febre amarela

Prefeitura de Itabira reúne funcionários da Secretaria de Saúde para novas diretrizes contra a febre amarela

No final da tarde de hoje (10), no Centro Estadual de Atenção Especializada (Ceae) – antigo Viva Vida – a Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reuniu todos os gerentes, enfermeiros e alguns técnicos de enfermagem dos Programas de Saúde da Família (PSF) para discutir a portaria estadual que reclassificou Itabira para a “Categoria 3”, no protocolo de prevenção contra a doença.

Para esclarecer dúvidas e apresentar a estratégia traçada pela SMS, que tem como objetivo intensificar a vacinação para aumentar a cobertura vacinal no município, a médica infectologista Andréa Cabral detalhou as ações para enfrentamento da atual situação epidemiológica na região. De acordo com ela, nos locais que a doença foi confirmada em humanos, “houve uma falha na cobertura vacinal, que não é o caso de Itabira, já que as medidas preventivas começaram ainda no início de janeiro”, afirmou a médica.

Ainda segundo Andréa Cabral, “os macacos que apareceram infectados, servem de alerta para falar que o vírus está circulando na cidade e, neste caso, é racional a gente traçar uma estratégia para imunizar o máximo a população”. A superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade, afirmou que até o momento, a cobertura vacinal da população que vive na zona rural do município é de 90%. “Como estamos agindo desde o primeiro caso suspeito em Ipatinga, já imunizamos quase toda a população rural”.

Outro ponto da reunião foi esclarecer sobre as reações que a vacina contra a febre amarela pode causar. A infectologista afirmou que, na literatura médica, não há registros de reações graves na segunda dose em crianças acima de 4 anos e em adultos com menos de 60 anos, sendo de extrema importância vacinar a população. “A vacina é a única forma de prevenir a doença e é inconstitucional impedir que essa imunização seja feita, pois a incidência de mortalidade da doença é acima de 50%”, explicou Andréa Cabral.

Febre amarela

Segundo informação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas e silvestres. Em áreas florestais, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Até o momento (10/03), foram notificados 1.089 casos de febre amarela, sendo que desses 57 foram descartados e 288 são casos confirmados. Em relação aos óbitos, foram notificados 188 óbitos. Desses, 109 foram confirmados para febre amarela. Nenhum no município de Itabira.

Em Minas Gerais, o último caso humano autóctone – quando a doença é contraída dentro do estado – de febre amarela silvestre havia ocorrido em 2009, no município de Ubá, e evoluiu para cura. Porém, no início de 2017, a SES-MG foi notificada sobre a ocorrência de casos suspeitos de febre hemorrágica em municípios das regiões de Teófilo Otoni, Coronel Fabriciano, Manhumirim e Governador Valadares, com a ocorrência de morte de primatas, conhecida como epizootia, também registradas em Itabira no mês passado e no mês de março.

Para o enfrentamento da doença, de acordo com a SMS, o município oferece gratuitamente a vacina por meio do Calendário Nacional de Vacinação nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), principalmente para as pessoas que moram ou vão viajar em área rural, silvestre ou de mata.

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