quinta-feira , 19 setembro 2019
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Conscientização – Prefeitura promove atividades na luta contra a tuberculose

O dia 24 de março foi instituído como o Dia Mundial da Combate à Tuberculose. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1982, em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença pelo médico Robert Koch. A Prefeitura de Itabira, com o objetivo de conscientizar a população sobre os sintomas e prevenção da tuberculose, realiza, ao longo dos meses de fevereiro e março, uma série de atividades para a população.

Entre as ações, o público contará com informativos sobre a doença, cartazes e divulgação em rádios locais, além da atuação junto à Medicina do Trabalho de diversas empresas do município. Também está prevista, para o próximo dia 28, uma reunião no Programa de Educação Permanente (PEP) com médicos e enfermeiros a fim de conseguir apoio na busca ativa de sintomáticos respiratórios (pessoas com tosse por três semanas ou mais).

Outras ações já foram desenvolvidas como reuniões com a Superintendência de Atenção Básica e com o gabinete da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com o objetivo de aprovar o plano de ação, formulado após o diagnóstico situacional do Programa de Tuberculose em Itabira”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade Horta.

Segundo estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis e em risco de desenvolver a doença. Existe cerca de 8,8 milhões de pessoas doentes e 1,1 milhão de mortes por ano no mundo. Embora seja uma doença que possa ser prevenida, tratada e curada, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes no Brasil.

A transmissão da tuberculose ocorre a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), que lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos. Cada paciente com tuberculose pulmonar que não faz o tratamento adequado pode infectar, em média, 10 a 15 pessoas por ano. Alguns fatores contribuem para espalhar a doença como a pobreza, a aids, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional.

O principal sintoma é a tosse seca ou produtiva. Por isso, é recomendado que todo sintomático respiratório seja investigado para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como: febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento, cansaço/ fadiga.

Caso o indivíduo apresente sintomas de tuberculose, é fundamental que procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência para a avaliação e realização dos exames. Se o resultado for positivo, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Para outras informações sobre a doença, a Prefeitura disponibiliza o Programa de Tuberculose: (31) 3839-2870.

Hanseníase e Tuberculose – Saúde promove treinamento para médicos e enfermeiros

A Secretaria Municipal de Saúde promove, na próxima segunda-feira (21/05), o treinamento “Hanseníase e Tuberculose na Atenção Básica” para médicos e enfermeiros que trabalham nas unidades básicas de saúde. A capacitação ocorrerá às 13h, no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Os médicos Breno Augusto Campos de Castro, dermatologista e Leonardo Luciano Teza, pneumologista, serão os responsáveis pela atividade.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, o objetivo do treinamento é instrumentalizar os profissionais das unidades básicas de saúde a realizarem, de uma maneira efetiva, o rastreamento e o diagnóstico de tuberculose e hanseníase. “A proposta é alertar os profissionais para a suspeita clínica e fazer o encaminhamento para a investigação diagnóstica e acompanhamento dos casos confirmados”, explica Rosana Linhares.

Em Itabira, a Policlínica é a unidade de saúde onde é oferecido o serviço de referência, desenvolvida por meio dos programas de controle da Hanseníase e da Tuberculose. Ao ser inserido nesses programas, o usuário recebe acolhimento das equipes, medicamentos e acompanhamentos pré e pós consulta médica até a cura.

A partir desse treinamento – e outros que virão –, pretendemos identificar mais pessoas vítimas dessas doenças e aumentar o número de atendimentos nos programas e reduzir a incidência de hanseníase e tuberculose como problemas de saúde pública”, finaliza Rosana Linhares.

Dia mundial de combate – Profissionais alertam sobre tuberculose na Feira do Produtor

Para lembrar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, profissionais de saúde passarão a manhã deste sábado (24/03) na Feira do Produtor Rural, na Esplanada da Estação, orientando sobre a doença, sintomas, formas de contágio, prevenção e tratamento.

A tuberculose é uma doença grave, infectocontagiosa e endêmica, que pode atingir quase todos os tecidos do corpo, principalmente os pulmões. O principal sintoma é a tosse seca ou com secreção por três semanas ou mais, que pode ser acompanhada por febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento. Comumente, a tuberculose é confundida com uma gripe, por exemplo, e evolui durante três a quatro meses sem que a pessoa infectada saiba. É nesse período que a doença é transmitida para outras pessoas.

Em Itabira, após o diagnóstico, o paciente é encaminhado para o programa de combate à tuberculose, por meio do qual recebe acolhimento da equipe, medicamentos e acompanhamento pré e pós consulta médica até a cura. Atualmente, são nove pessoas em atendimento. O tratamento pode variar de seis meses, nove meses ou até um ano, dependendo de outras doenças associadas. Pessoas com AIDS, diabetes, insuficiência renal crônica, idosas doentes, alcoólatras, dependentes de drogas e fumantes são mais propensas a contrair a doença.

A tuberculose pode ser prevenida por meio da vacina BCG, que está disponível no calendário de rotina para crianças em dose única, logo ao nascer. A vacina protege principalmente contra as formas graves da doença.

Outra forma de prevenir a disseminação da tuberculose é identificar rapidamente o paciente com a doença e iniciar o tratamento. O paciente não transmitirá mais a doença quando os exames estiverem negativos.

Prefeitura promove seminário sobre doenças infectocontagiosas

Os profissionais da rede básica de saúde participaram de um seminário sobre doenças infectocontagiosas promovido pela Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O encontro aconteceu na tarde de segunda-feira (15), no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA). Os participantes puderam se atualizar sobre a hanseníase, a tuberculose e o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)/ Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).

A secretária de Saúde interina, Miriam Lage Fernandes, afirmou que “é de extrema importância o debate sobre essas doenças. Sobre a Aids, por exemplo, vemos várias estatísticas que nos preocupam: segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de infectados pelo HIV subiu 11% no Brasil em 2013, ao contrário da tendência mundial. Está no Sudeste a maior concentração de casos de infectados e a incidência é maior entre pessoas de 25 a 49 anos”. Ela também citou os trabalhos de prevenção desenvolvidos em Itabira em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME), visando a conscientização dos estudantes.

O prefeito Damon Lázaro de Sena ressaltou que, na maioria dos problemas de saúde, o médico é capaz de acertar o diagnóstico em torno de 95% das vezes, caso o paciente seja bem examinado. “É necessário dedicar-se ao máximo em prol do paciente. Ao desenvolver um trabalho, devemos fazê-lo com a máxima qualidade possível. É uma satisfação ver a integração entre as pessoas que trabalham na área da saúde: não podemos achar que somos donos da verdade, temos que trabalhar como equipe”, disse o Chefe do Executivo, que também é médico.

Ele enumerou os investimentos feitos pela Prefeitura na área da Saúde: recuperação da estrutura física das unidades do Programa Saúde da Família (PSF), construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ampliação da capacidade de atendimento na Farmácia Municipal, entre outras ações.

A diretora para Coordenação de Programas Especiais de Doenças Infectocontagiosas, Janaína Ávila, afirmou que “os programas especiais estão disponíveis para dar suporte a toda rede. Devemos nos lembrar das pessoas que sofrem com essas patologias e oferecer um atendimento cada vez mais humano a elas”.

Ela relatou que 324 pacientes com Aids recebem tratamento em Itabira, sendo quatro gestantes e dois casos detectados durante o pré-natal. Neste ano, também foram atendidos 26 casos de tuberculose (sendo que 17 continuam em tratamento) e seis pacientes com hanseníase.

Em seguida, o público acompanhou as palestras ministradas pelos médicos Andréa Cabral (infectologista), Maria Aparecida de Faria Grossi (dermatologista) e Augusto Gonçalves (pneumologista). Os profissionais exibiram históricos sobre o surgimento das doenças e estatísticas quanto à ocorrência delas em Minas Gerais e no Brasil. Também discutiram sobre os sintomas, o diagnóstico e o tratamento recomendado nestas situações. Ao final de cada apresentação, o público expôs dúvidas e comentários sobre os temas abordados.

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