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Itabira registra o primeiro caso de febre chikungunya

Itabira registra o primeiro caso de febre chikungunya

A Prefeitura de Itabira informou hoje (12) o primeiro registro de chikungunya no município. O paciente é morador da cidade e foi atendido no Pronto Socorro Municipal.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que não informou o bairro, o sexo e a idade do paciente, ele foi notificado com suspeita da doença há cerca de dez dias. “Esse paciente deu entrada no pronto socorro com sintomas compatíveis à doença, onde foi solicitado o exame de sangue que, no primeiro momento, deu negativo. Como ele estava com sinais bem evidentes, solicitamos o seu retorno para fazer outra coleta. Normalmente, o exame é feito cinco dias após o aparecimento dos sintomas, mas, nesse caso, foi realizado antes. No entanto, o resultado do segundo exame chegou ontem e deu positivo”, afirmou Thereza Cristina Oliveira Andrade, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS.

Este caso, segundo Thereza Andrade, é autóctone – quando a doença é contraída dentro do município – já que a pessoa não viajou nas últimas semanas. “O paciente é daqui de Itabira e não se descolocou para outra localidade nesses últimos 15 dias”. Sobre o tratamento, a superintendente esclareceu que pode ser feito em casa. “O tratamento é com antitérmico, por causa da febre e com anti-inflamatório para as dores articulares. O paciente já está em casa, encontra-se bem e não corre risco. Entretanto, o problema dessa doença é a questão da extensão, ou seja, do tempo que a recuperação pode levar, já que essas dores articulares e musculares permanentes levam a um quadro de desânimo, que pode afetar o apetite, podendo comprometer também, as atividades laborais da pessoa”. Ela explicou ainda, que a chikungunya pode causar mais complicações nos indivíduos de faixas etárias extremas, “que são crianças e idosos”.

Ação

Depois da confirmação do caso, a Prefeitura de Itabira já está aplicando todas as medidas de limpeza na região em que o paciente reside – local não divulgado pela SMS – para evitar que o mosquito contamine outras pessoas. “A primeira ação, a partir de hoje, é fazer um bloqueio na área onde a pessoa mora, que é definida em um raio de 400 metros no entorno dessa residência. Então, iniciamos os procedimentos de localizar e eliminar os focos do Aedes aegypti, além da pulverização”, explicou Thereza Andrade, que ressaltou também o tempo do serviço. “O tempo para finalizar essa limpeza depende das circunstâncias desse local, se for um local com muitas residências o trabalho levará mais tempo”.

Sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti e é uma doença viral, que na fase aguda, apresenta sintomas como dor de cabeça moderada; manchas vermelhas que, em 50% dos casos, surgem no 1º ou 4º dia após a contaminação; febre alta (38,5º) nos três primeiros dias; conjuntivite em 30% dos casos, coceira leve; inchaços e dores frequentes nas articulações, além de dores musculares intensas. O acometimento neurológico – encefalites, síndrome de Guillain-Barré, Mielite, entre outros – é raro.

O MS definiu ainda, que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5º e artralgia – dor articular – ou artrite intensa com início agudo. Apesar de as dores nas articulações também ocorrerem nos casos de dengue, a intensidade delas é maior em se tratando da chikungunya e afeta principalmente pés e mãos – geralmente tornozelos e pulsos.

Em tempo

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que em 2017, até o início deste mês (4/7), foram notificados 16.995 casos prováveis de chikungunya e registrados 22 óbitos com suspeita da doença no estado: 19 óbitos ainda estão em investigação, dois foram descartados e um confirmado no município de Governador Valadares, no dia 28/03.

A região leste do estado, segundo a SES, é a que apresenta maior número de casos de chikungunya. Somente na Regional de Saúde de Governador Valadares foram notificados 12.409 casos, o que representa 74% dos casos do estado e no município de Valadares foram 11.014 casos. Já na regional de Coronel Fabriciano foram 516 casos, o que representa 3% dos casos.

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