terça-feira , 21 maio 2019
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Conscientização – Prefeitura promove atividades na luta contra a tuberculose

O dia 24 de março foi instituído como o Dia Mundial da Combate à Tuberculose. A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1982, em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da doença pelo médico Robert Koch. A Prefeitura de Itabira, com o objetivo de conscientizar a população sobre os sintomas e prevenção da tuberculose, realiza, ao longo dos meses de fevereiro e março, uma série de atividades para a população.

Entre as ações, o público contará com informativos sobre a doença, cartazes e divulgação em rádios locais, além da atuação junto à Medicina do Trabalho de diversas empresas do município. Também está prevista, para o próximo dia 28, uma reunião no Programa de Educação Permanente (PEP) com médicos e enfermeiros a fim de conseguir apoio na busca ativa de sintomáticos respiratórios (pessoas com tosse por três semanas ou mais).

Outras ações já foram desenvolvidas como reuniões com a Superintendência de Atenção Básica e com o gabinete da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com o objetivo de aprovar o plano de ação, formulado após o diagnóstico situacional do Programa de Tuberculose em Itabira”, disse a superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade Horta.

Segundo estimativas da OMS, um terço da população mundial está infectada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis e em risco de desenvolver a doença. Existe cerca de 8,8 milhões de pessoas doentes e 1,1 milhão de mortes por ano no mundo. Embora seja uma doença que possa ser prevenida, tratada e curada, a cada ano são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes no Brasil.

A transmissão da tuberculose ocorre a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), que lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos. Cada paciente com tuberculose pulmonar que não faz o tratamento adequado pode infectar, em média, 10 a 15 pessoas por ano. Alguns fatores contribuem para espalhar a doença como a pobreza, a aids, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional.

O principal sintoma é a tosse seca ou produtiva. Por isso, é recomendado que todo sintomático respiratório seja investigado para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como: febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento, cansaço/ fadiga.

Caso o indivíduo apresente sintomas de tuberculose, é fundamental que procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência para a avaliação e realização dos exames. Se o resultado for positivo, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Para outras informações sobre a doença, a Prefeitura disponibiliza o Programa de Tuberculose: (31) 3839-2870.

Itabira tem surto de conjuntivite com 152 casos notificados

A Secretaria Municipal de Saúde alerta para o surto de conjuntivite em Itabira. Desde o início do mês, já foram notificados 152 casos. “Um surto é quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica, relacionados entre si, em um curto espaço de tempo”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Thereza Cristina Oliveira Andrade Horta.

Segundo Thereza Andrade, os municípios não são obrigados a notificar número de casos de conjuntivite, exceto se houver surtos. Ou seja, não é possível contabilizar o número certo de pessoas que foram infectadas pela doença. As notificações só foram obrigatórias após o Governo do Estado reconhecer a existência de surto em Minas Gerais. Acreditamos que o número de infectados em Itabira é muito maior, em razão das notícias que tivemos de pessoas que tiveram o problema e relatos de clínicas de olhos, onde aumentou significativamente o número de atendimentos em razão da doença”, explica Thereza Andrade.

Surtos de conjuntivite podem ocorrer em qualquer época do ano, porém, a incidência é mais comum no verão e primavera. Os sintomas da doença são olhos avermelhados e lacrimejantes, pálpebras inchadas e avermelhadas, secreção esbranquiçada e sensação de areia nos olhos. Normalmente, a doença tem duração de 15 dias até a evolução para a cura.

Vírus e bactérias podem ser causadores da conjuntivite, além de reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como fumaça, cloro de piscinas, produtos de limpeza ou maquiagem. Em relação à transmissão da doença, caso tenha sido causada por vírus e bactérias, ela ocorre de pessoa para pessoa, principalmente por meio de objetos contaminados, maquiagens, toalhas, travesseiros, lenços e copos. Normalmente, a disseminação é rápida em ambientes fechados. Por isso, é recomendado que o paciente se afaste temporariamente de ambientes coletivos.

Na rede pública – Em razão do surto de conjuntivite no Estado de Minas Gerais, já está disponível em todas as farmácias municipais o colírio Sulfato de Gentamicina. O medicamento é padronizado pela Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) e está indicado no tratamento das infecções externas do globo ocular e seus anexos, tratamento da conjuntivite, inflamações da córnea, dos olhos, da pálpebra e do saco lacrimal. Para atendimento nas farmácias, as receitas devem ser feitas em duas vias e em talonário SUS.

Como se prevenir – Não compartilhar itens pessoais como maquiagem, travesseiros, óculos e toalhas de mão e rosto; cobrir o nariz e a boca quando tossir ou espirrar e evitar esfregar ou tocar os olhos; lavar as mãos frequentemente, especialmente quando passar tempo na escola ou em outros lugares públicos; usar com frequência um desinfetante manual como o álcool gel; limpar sempre as superfícies com um antisséptico apropriado; usar óculos de natação para se proteger de bactérias e outros microrganismos presentes na água; usar lenços de papel para secar ou limpar os olhos e jogá-los fora após o uso; não usar lentes de contato ou maquiagem na região dos olhos enquanto eles ainda estiverem vermelhos ou irritados; separar a toalha de rosto e travesseiro, de preferência trocar a fronha e a toalha todos os dias; usar apenas o medicamento indicado pelo seu médico e lavar os olhos com água filtrada ou tratada; fazer compressas frias várias vezes por dia e lavar o rosto e os olhos com água gelada sempre que possível.

Em caso de baixa de visão, é necessário procurar novamente o oftalmologista.

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